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Greve nas universidades estaduais, os Ferreira Gomes e outras coisas


A greve nas universidades UEVA, URCA e UECE reabriu, sem querer, um debate antigo: as oligarquias no Ceará. Sob uma nova roupagem, o coronelismo ganha ares de bom samaritano, embora muitas vezes alguns deixem transparecer a arrogância de um estado de exceção disfarçado. É o caso dos Ferreira Gomes, essa família tomou conta do Ceará: um é o governador do estado; outro, deputado; um secretário de estado; outro prefeito; a mãe dos filhos de Ciro Gomes é deputada e ex-senadora; a filha prepara-se ser deputada, e por aí vai*.
Ciro e Cid agem como as velhas oligarquias nordestinas: perpetua a pobreza e aumenta o poder da família.
Enquanto as universidades estaduais mendigam maiores investimentos, a pauta do Governo Estadual inclui descontos na água para o Eike Batista, elefantes brancos como o Aquário, Castelão e o metrô de Sobral, que leva de nenhum lugar a lugar algum, e na distribuição de milhares de computadores de uma politica educacional tecnicista e formadora de mão de obra barata para o sistema capitalista.
O Ceará foi governado durante a ditadura militar por três coronéis do exército, que se revezavam no governo. Esses coronéis tornaram o Ceará símbolo nacional do atraso. Mas pelo menos naquela época havia alternância de governo. Hoje tudo no estado se subordina ao desejo de Cid, o grande. Os outros poderes não dizem não aos seus desejos nem contrariam suas ordens.
No interior do Ceará impera pobreza, miséria, analfabetismo, o mesmo que na periferia de Fortaleza, embora turistas pensem que o Estado é uma enorme Avenida Beira Mar. Cid não diminuiu os índices de atraso que atormentam o estado, repetiu os erros dos governos de seu padrinho político e amigo, agora desafeto, Tasso Jereissati (PSDB).
É triste ver que os Ferreira Gomes foram uma grande promessa na política cearense, pareciam trazer algo de novo. Não trouxe nada, a fome de poder é a única coisa que os movem hoje em
dia. Vivem do simples prazer de ser um coronel, administrando suas vastas propriedades cujo feudo mais amado é sua cidade natal, Sobral – folclórica pelo orgulho de seus habitantes –, onde é tratado como um deus.
E justamente em sua terra natal, fica a universidade mais precarizada do Ceará, em que a privatização e a terceirização têm amordaçado o serviço público, acorrentado a população e entregue Sobral nas mãos dos empresários do ramo mobiliário e de lanchonetes e restaurantes, que por acaso financiam a campanha dos políticos que não cedem um Restaurante Universitário e a Residência Universitária.
Alguns tentam desmoralizar o movimento pela greve, argumentando ser motivação política, como o próprio Ciro Gomes falou ao rasgar cartazes dos estudantes, xingando e esbravejando “com o PSOL não tem conversa”. Outros movimentos se mobilizaram para desmobilizar a greve, mas é hora de união de uma força e uma voz, a UeVA somos nós! As divergências ideológicas construirão muito mais do que desconstruirá, não deve haver divisão entre contrários e favoráveis, agora há, apenas a UeVA.
A luta só está começando... Luta sim!
*(ADAPTADO)
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